- A casa tem jardim com piscina. Eu estou instalada no sotão, num espaço com 40m2 com terraço. Metade é o meu quarto e a outra metade separada por um biombo é o escritório. Sim, trabalho onde durmo e vice-versa! Tem muita luz, tenho a minha casa-de-banho e no mesmo andar está um quarto de visitas onde o meu pai se instalou! Tem a sua TV, a sua internet, enfim o seu mundo! E na cave (que aqui chamam de sotano, só para confundir) há uma sala para os miúdos com playstation (sim JP, podes vir visitar-me, lol), jogos e bicicleta elíptica para o caso de eu voltar a me dedicar ao desporto, neste caso ao Fitness.
- Um dos vários luxos é empregada interna. Em Espanha é muito comum este sistema e é óptimo. Não cozinho, não ponho mesa, não lavo louça, não passo a ferro, não lavo roupa, enfim não faço nada doméstico, eheh. Como será voltar a minha realidade?? Isto não me ajuda muito a desenvolver as minhas capacidades domésticas que já eram algo limitadas, mas enfim... VENHA O LUXO!
- Outro detalhe que ajuda estar longe é a internet. É realmente fantástico poder estar a falar com toda a gente no messenger, falar e ver as pessoas no skype de borla ou telefonar a um preço irrisório (também por Skype) com quem não funciona muito bem com estas tecnologias ou não as tem em casa. E esta internet não é "emprestadada", se é que me entendem!
- O meu grande amigo GPS, que já referi noutro post, traz-me uma enorme autonomia! Já avisei que não o devolvo!
- Trabalhar em casa pode ter as suas desvantagens, como por exemplo, a difícil concentração no que é REALMENTE trabalho e estar enfiada em casa (Se bem que algum trabalho é na rua), mas também traz alguma comodidade como o facto de acordar as 9h da manhã (Começo às 9h30), poder ouvir uma musiquinha, dar um saltinho ao frigorifíco, não gastar dinheiro a almoçar fora, não andar no trânsito nas idas e vindas do work e não é dramático atrasar-me um pouco (entre muitas outras). Já para não falar da diferença de regime militar do hotel a um regime mais brando da "madrasta", se bem que ela garanta que quando houver trabalho em massa não vá ser assim!!!
- Não pago contas o que muito me faz confusão. Sinto-me uma sanguessuga!
- Viver e trabalhar com a Lydia parece-me fácil. Deste que se siga um mínimo de regras básicas está tudo óptimo, o que é normal, em minha casa também há regras (Poucas mas há)
- Viver com os filhos da Lydia em nada me perturba, também já têm 13 e 16 anos. Só me tenho que preocupar com o exemplo que possa dar errado ou diferente por ter tido a mesma educação que eles. Se bem que o que se aplica a eles, obivamente não se aplica a mim. Alguma vantagem tem de haver ter mais 13 anos!
- Viver com meu pai, que muito me assustava por ter a personalidade especial que tem, tem sido também fácil e divertido. Deve ser por ser novidade!
Sei que ainda só passaram 10 dias, é cedo para balanços, mas dá para ter uma ideia geral. Afinal tenho 26 anos. Gosto de viver na minha casinha em Lisboa, mas não sou fã de viver sozinha. Habituada a viver com 3 mulheres e numa fase final com cão e gatos, estar sozinha em casa é extremamente silencioso. Mas como vivia (em Lisboa) no mesmo prédio que a minha mãe e irmãs, passear de roupão pelos vários andares de cada casa era um caso constante (Bom a parte do roupão só para casa da minha mãe, é só subir um andar!). Gosto do convívio familiar e por isso não custa nada!
OBRIGADA POR ME RECEBEREM EM VOSSA CASA!

1 comentário:
Adorei este post, já o li duas vezes.
Primeiro, achei bem que fosses, mas agora estava um pouco apreensiva...sem razão, pelos vistos. Viver com outras pessoas, sejam pais, maridos ou irmãos, nunca é fácil...a tal coisa das regras...quando são dos outros. O segredo está, certamente, em manter sempre, mesmo com os mais chegados, um bocadinho de cerimónia.
O ambiente parece-me "cool" e um ninho é sempre um ninho. A "madrasta"dá-te tratamento Vip:-)
Aproveita também o convívio com o teu pai que desde o tempo das "férias grandes" tem sido a conta-gotas. Boa experiência! Beijos!
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